Quando falamos de inadimplência, crise financeira ou recuperação de crédito, é comum que o mercado olhe apenas para os números frios. Mas o que acontece quando colocamos a inteligência e a humanidade no centro dessa equação?
No episódio do Bello Papo, podcast da 4C Digital, Marcela Belo recebeu Marco Riveiros, Fundador da Resolv.es e do Instituto Amigu. Em uma conversa profunda e enérgica, eles desconstruíram a visão tradicional do mercado de cobrança e mostraram como o uso inteligente de dados pode não apenas recuperar crédito, mas também salvar empresas da falência.
Se você quer ir além da superfície e entender como a tecnologia pode ser uma extensão da nossa empatia, separamos três reflexões essenciais deste episódio:
1. Dados sem contexto são apenas “espaço ocupado em disco”
Na era da cobrança “porta a porta”, o cobrador conseguia ler o semblante do cliente e ajustar a abordagem na mesma hora. Com a digitalização (telefone, SMS, mensagens), perdemos esse “olho no olho”. Como resgatar essa proximidade? Através da inteligência de dados. Porém, dados guardados sem contexto não servem para nada. O grande erro do mercado é aplicar políticas de cobrança engessadas e “top-down” para pessoas que possuem vidas e problemas que não são lineares. Entender que 95% do endividamento ocorre por ocasiões inesperadas é o que permite criar uma cobrança hiperpersonalizada, baseada na causa raiz do problema e não apenas no sintoma.
2. A “Caixa de Pandora” das crises corporativas
Marco Riveiros já ajudou a transformar mais de 15 empresas que estavam à beira da falência. O padrão que ele encontrou? Na maioria das vezes, a origem do caos não está na operação, mas sim na alta gestão – no “coração de quem dirige”. Para tirar uma empresa do vermelho (frequentemente em um prazo de 12 a 18 meses), a metodologia exige alinhar quatro vértices fundamentais: pessoas, processos, tecnologia e dados. Além disso, a saída passa por aplicar a lógica do “alvo” e o Princípio de Pareto: focar no núcleo onde estão os 20% de esforços que trarão 80% dos resultados, transformando metas que parecem impossíveis em pequenos passos executáveis no dia a dia.
3. O mundo precisa de “Resolvedores”
Nenhuma empresa inova ou sai de uma crise sem pessoas capazes de olhar para o caos e ver oportunidades de solução. É com esse propósito que nasceu o Instituto Amigu, um projeto transformador criado por Marco que insere jovens talentos diante de desafios reais (especialmente no ecossistema do Porto de Santos), formando “resolvedores” de verdade para o mercado. Como Marco ressalta, não se forma um resolvedor apenas com simulações lúdicas; é preciso vivenciar problemas e verdades reais.
Quer se aprofundar nessa mentalidade? Se você busca entender como cruzar tecnologia, dados e comportamento humano para inovar na sua empresa ou revolucionar suas réguas de cobrança, este bate-papo é obrigatório.


